Uma final verde-amarela fechou o primeiro campeonato importante da World Surf League na temporada 2017

Com mais um jovem talento do surfe brasileiro brilhando no tradicional Surfest Newcastle da Austrália. Ninguém sobreviveu ao ataque aéreo do catarinense Yago Dora, 20 anos, no domingo em Merewether Beach. Na final contra o paulista Jessé Mendes, 24, ele foi aumentando a vantagem a cada voo, até arrancar nota 10 unânime dos juízes num aéreo incrível que garantiu a sua primeira vitória no Circuito Mundial. Com o título no QS 6000 Maitland and Port Stephens Toyota Pro, Yago Dora assumiu a liderança do WSL Qualifying Series e Jessé Men"Quero agradecer toda a galera que estava torcendo no Brasil pela transmissão ao vivo, aos brasileiros que estão aqui na praia também e essa final 100% brasileira foi animal", disse Yago Dora, no pódio do Surfest Newcastle. "As ondas aqui estavam incríveis ontem e hoje (domingo) e foi muito legal fazer a final com o Jessé (Mendes), que é um grande amigo meu no ‘tour' e tinha me estraçalhado na última vez que nos enfrentamos. Foi a minha primeira vitória e estou feliz por ter sido aqui na Austrália, num campeonato tão importante, com tanta história, e espero que tenha muitas ainda por vir".des é o segundo colocado no ranking das nove etapas de 2017.As condições do mar no domingo estavam muito favoráveis para Yago Dora mostrar o seu arsenal de aéreos de frontside nas esquerdas de Merewether Beach. Elas formavam rampas perfeitas para o catarinense voar nas ondas e aterrissar depois de giros completos no ar cada vez mais altos. Na final, completou um "reverse full rotation" sensacional, que ganhou nota 10 unânime dos cinco juízes e outros aéreos já tinham recebido notas 8,00, 8,27 e 8,83. Jessé Mendes não teve o que fazer e Yago Dora festejou sua primeira vitória no Circuito Mundial, logo num dos eventos mais tradicionais do esporte na Austrália, o Surfest Newcastle.

MAIORIA BRASILEIRA - Entre os oito surfistas que chegaram no domingo decisivo, metade era do Brasil. O catarinense Willian Cardoso perdeu o primeiro duelo das quartas de final para o norte-americano Ian Crane. Mas, Jessé Mendes despachou o francês Jorgann Couzinet no segundo e o terceiro foi 100% catarinense, entre Yago Dora e Alejo Muniz, campeão desta etapa de Newcastle em 2015. Nesta bateria, Yago completou seu primeiro grande aéreo do dia na onda que valeu nota 9,5, para vencer por 16,33 a 13,60 pontos.

CATARINENSES EM NEWCASTLE - A vitória inédita de Yago Dora na World Surf League não foi a primeira de um catarinense em Newcastle e a final brasileira com Jessé Mendes também não foi a primeira em Merewether Beach. Isso já havia acontecido em 2012, quando Willian Cardoso derrotou a hoje estrela do CT, Filipe Toledo. Depois, outro catarinense, Alejo Muniz, fez duas finais no Surfest Newcastle. Perdeu a decisão com Joel Parkinson em 2013, mas foi campeão na final com o também australiano Jack Freestone em 2015.

Já a primeira vitória catarinense em Newcastle, desde o ano 2000, foi conquistada por Neco Padaratz, em mais uma decisão Brasil x Austrália em 2006, contra Jarrad Howse. Antes dele, quando as baterias finais eram compostas por quatro surfistas, três brasileiros chegaram na decisão de 2002, mas não conseguiram impedir a vitória do australiano Mick Fanning. O baiano Armando Daltro ficou em segundo lugar, o cabo-friense Victor Ribas em terceiro e o pernambucano Paulo Moura em quarto. E em 2004, o alagoano Tânio Barreto terminou em quarto lugar na vitória do fenômeno Kelly Slater.







FRANCESA CAMPEÃ - No igualmente primeiro QS 6000 do ano no WSL Qualifying Series feminino, a francesa Johanne Defay ganhou a decisão do título do Anditi Women´s Pro com a neozelandesa Paige Hareb e também assumiu a ponta no ranking com a vitória em sua primeira competição na temporada 2017. Johanne barrou nas semifinais a sensação do campeonato que defendia a liderança do QS em Newcastle, Macy Callaghan. A jovem australiana, que foi campeã mundial Pro Junior da WSL esse ano, ainda foi ultrapassada pela vice-campeã Paige Hareb e caiu para o terceiro lugar na lista das seis que sobem para o CT



"Estou muito feliz, porque eu nunca tinha vencido uma etapa do QS antes, então começar a temporada com vitória é incrível", disse Johanne Defay. "As ondas estavam um pouco complicadas hoje (domingo), então eu tinha que escolher bem as melhores que entravam. Eu tive alguns problemas para me requalificar para o CT no passado, então posso relaxar um pouco com este resultado. Eu gosto muito de surfar aqui em Newcastle e agora esse lugar passa a ser ainda mais especial para mim".

PRÓXIMO QS 6000 - O primeiro QS 6000 masculino e feminino do ano terminou no domingo e na segunda-feira já começa o segundo também na Austrália, o prestigiado Australian Open of Surfing nas ondas de Manly Beach, em Sydney. O agora novo líder do ranking, Yago Dora, o vice-líder Jessé Mendes e os nonos colocados, Alejo Muniz e Willian Cardoso, vão defender suas vagas na lista dos dez indicados pelo WSL Qualifying Series para a elite dos top-34 da World Surf League nesta semana em Sydney. E esta etapa também já teve vitória brasileira, como a do hoje campeão mundial Adriano de Souza na final de 2014 contra o australiano Julian Wilson.
 

 
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ALOHA

 

 
inscrições seguem abertas para o Java Matadeiro Pro/Am em Florianópolis

A preservada Praia do Matadeiro no Sul da Ilha de Santa Catarina vai decidir o campeão catarinense profissional de 2016 nos dias 16 a 18 de dezembro pela primeira vez na história

As inscrições para a inédita decisão do título catarinense profissional na etapa final do Circuito Java Matadeiro Pro/Am continuam abertas para surfistas de todo o Brasil. A permissão para os profissionais de outros estados foi oficializada pela Associação Brasileira de Surf Profissional (ABRASP), que homologou o evento junto com a Federação Catarinense de Surf (FECASURF). Na terça-feira, dia 6, terminou o primeiro prazo, mas os profissionais catarinenses e de fora do Estado ainda podem se inscrever até as 17h00 do dia 14. O Java Matadeiro Pro/Am será disputado entre os dias 16 e 18 com premiação de 10.000 Reais para a categoria profissional e kits e pranchas para a amadora, dos surfistas locais do Matadeiro, em Florianópolis (SC).

Uma estrela nacional já confirmada é o paranaense Peterson Rosa, único tricampeão da história da ABRASP nas temporadas de 1994, 1999 e 2000. Peterson também representou o Brasil por mais de uma década na divisão de elite do surfe mundial e não tem competido muito nos últimos anos. Mas, garantiu sua participação para prestigiar o esforço da Associação de Surf da Armação e Matadeiro (ASM) para promover pela primeira vez a decisão do título estadual na sua praia. Não fosse isso, esse ano não teria um campeão catarinense profissional, pois a FECASURF não conseguiu realizar nenhuma etapa em 2016.

O Java Matadeiro Pro/Am será apresentado pela SRS, com apoio da SDA, sendo homologado pela Federação Catarinense de Surf (FECASURF) para definir o título estadual profissional e pela Associação Brasileira de Surf Profissional (ABRASP). Na Praia do Matadeiro não passam carros e nem ruas, o único acesso é por uma trilha de cerca de 200 metros. A praia tem esse nome porque décadas atrás a praia era utilizada para a caça de baleias. Ela fica localizada numa área de proteção ambiental entre as praias da Armação e Lagoinha do Leste no Sul da Ilha de Santa Catarina, sendo bastante frequentada por surfistas pela força das suas ondas.

Entre os locais da Praia do Matadeiro, se destacam os irmãos Cauê e Luan Wood, que podem aproveitar o maior conhecimento do lugar para conquistar um inédito título de campeão catarinense profissional para as suas carreiras. Luan Wood foi campeão sul-americano Pro Junior da WSL South America em 2013 e chegou perto do segundo título nos dois anos seguintes, mas não conseguiu impedir o bicampeonato do paulista Deivid Silva. Luan agora tem a grande chance de ser campeão catarinense profissional competindo em casa.

"Realmente, vou ter a oportunidade de decidir o título aqui no Matadeiro, na praia onde eu aprendi a andar e aprendi a surfar, então acho que tenho uma certa vantagem sim, em relação aos outros competidores", acredita Luan Wood. "Eu treino aqui sempre, sei onde é o pico, onde entram as ondas boas, mas, mesmo assim, o nível técnico dos competidores é muito alto, então não é porque sou local que vou ganhar. Tenho uma pequena vantagem, mas sempre respeitando muito os outros e só sei que vou fazer o meu melhor para vencer".

Luan Wood comentou sobre a Praia do Matadeiro sediar pela primeira vez a decisão do título estadual catarinense profissional. "Estou muito feliz e acho que vai ser o melhor evento já realizado aqui. Já tiveram algumas etapas profissionais, mas para surfistas da região aqui e não do Estado. Espero representar bem minha praia e tomara que no período do evento esteja com o swell certo e o vento certo para o Matadeiro mostrar o potencial da nossa praia, que é muito grande. É um lugar que dá boas ondas e a principal característica é o tubo".

Ele também destacou a iniciativa da Associação de Surf da Armação e Matadeiro (ASM) para fazer a única etapa profissional do Estado esse ano e a última do Brasil na temporada 2016. "Só tenho que agradecer a todos que estão se mobilizando para fazer esse evento. Eu acho que vai ser muito bom para a praia e para o Circuito Catarinense, pois senão não teria nenhuma etapa esse ano. Eu quero chamar todo mundo pra vir torcer, vir prestigiar o evento, porque acho que vai ser bem legal e espero conquistar este título para ele ficar em casa esse ano".

Até então, a única vez que a Praia do Matadeiro sediou uma etapa profissional válida pelo Circuito Estadual de Santa Catarina foi quase 20 anos atrás, em 1997. O vencedor daquele Besc Bad Boy Pro foi Fabiano Farias, que hoje é juiz de surf e o atual Head Judge (chefe dos juízes) da Federação Catarinense de Surf. Ele estará trabalhando no Java Matadeiro Pro/Am, comandando a comissão julgadora que vai definir o campeão catarinense de 2016.
 

 
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