Peterson Crisanto tá nas Ondas. aloha
Peterson Crisanto: “Ter limites faz bem para um atleta”
Promessa paranaense fala sobre suas metas, sua rotina de treinos e o surfe do seu estado


Peterson Crisanto é um dos 20 melhores surfistas no ranking mundial da categoria Junior, e destaque nas competições recentes da categoria junior, o surfista paranaense Peterson Crisanto prepara-se em 2012 para ascender à elite do surfe internacional, a World Tour da Associação de Surfistas Profissionais (ASP).

Campeão do Hurley Pro Junior, na Austrália, em 2011, Peterson precisa ficar entre os quinze melhores colocados da World Qualifying Series (WQS) para entrar na briga pelo título mundial contra grandes nomes do esporte, como Kelly Slater e Taj Burrow.

“Venho me preparando há dois anos e treino muito para entrar bem na WQS e ter bons resultados”, contou o paranaense de 20 anos em entrevista ao iG.


Peterson, que começou a surfar com 4 anos de idade, tem esse nome em homenagem a outro famoso surfista brasileiro, Peterson Rosa. Rosa é até hoje o único tricampeão brasileiro de surfe e ajudou nos primeiros passos da carreira de Petersinho, como também é conhecido o jovem.


Na entrevista a seguir, Crisanto falou sobre sua rotina de treinos, a dedicação ao esporte, e sobre sua praia favorita, Matinhos, no Paraná, onde cresceu. “Não tem nada melhor que surfar em casa. Conheço essa praia como a palma da minha mão”.



Você é hoje um dos 20 surfistas mais bem colocados no ranking junior mundial. Quais são suas metas para o futuro?
Peterson Crisanto: Minha meta para 2012 é conseguir uma vaga para a WT (World Tour), a divisão de elite do surfe mundial. Para isso, preciso ficar entre os quinze melhores colocados da WQS (World Qualifying Series), que garantem vaga para o WT.

Você fez 20 anos recentemente e aos 21 terá que mudar de categoria, saindo da Junior para competir com os grandes surfistas. Está preparado?
Peterson Crisanto: Venho me preparando para essa transição há dois anos, desde quando comecei a competir em algumas etapas da WQS para ganhar experiência. Treino muito, faço bastante academia, acho que estou preparado para entrar bem no WQS e ter bons resultados.

Já que você falou em academia, como é a sua rotina de treinos?
Peterson Crisanto: Acordo cedo todos os dias e vou surfar pela manhã. Quando não tem onda, fico fazendo algumas coisas em casa. De terça à quinta, passo duas horas na academia durante a tarde, fazendo preparo físico para manter a forma. Também tenho uma alimentação balanceada. Tem dias que eu só como salada, e só tomo refrigerante uma vez por semana.


É difícil lidar com uma dieta rigorosa?
Peterson Crisanto: Um pouco. Como atleta, acho que esses limites fazem bem para a saúde. De vez em quando, até dou uma escapadinha da dieta e como alguma coisa gordurosa, ou um chocolate. Mas não é díficil resistir a comer essas coisas. Faz parte da rotina para manter um bom desemprenho dentro da água.

Como você começou a surfar?
Peterson Crisanto: Meu pai é pescador e, quando eu tinha 4 anos, ele me deu uma prancha de isopor. Íamos para a praia juntos e eu brincava na parte mais rasa do mar. Anos depois, ele comprou uma prancha normal e comecei a pegar onda. Fui me divertindo com aquilo e passei a competir nos campeonatos locais. Tive boas colocações, consegui um patrocínio bacana e fui em frente, até onde estou hoje

Como seus pais lidam com a sua carreira?
Peterson Crisanto: Meu pai ama, sempre viaja comigo. Minha mãe é mais medrosa, morre de medo das ondas que eu pego. Mas eles adoram o que eu faço, me incentivam e me apoiam todo o tempo. Minha namorada também me apoia bastante e está sempre por perto.

Você conheceu a namorada no surfe?
Peterson Crisanto: Sim. Conheci ela num campeonato aqui no Paraná há dois anos. Na época, eu estava namorando com uma amiga dela, foi meio complicado no começo (risos).

Seu pai surfava com Peterson Rosa, que foi tricampeão brasileiro de surfe e disputou por bastante tempo a World Tour. Como foi esse contato? Peterson te ajudou na tua carreira?
Peterson Crisanto: O meu pai era amigo do Peterson há muito tempo, e o Peterson foi meu padrinho no surfe. Ele me ajudou bastante no começo da minha carreira. Agora ele mora em Florianópolis e nós perdemos um pouco de contato, mas ele é muito importante pra mim.

Além do Peterson Rosa, quem são seus ídolos?
Peterson Crisanto: O Andy Irons, que morreu em 2010, e o americano Dane Reynolds. Fora do surfe, admiro muito o Neymar e o meu amigo skatista Pedro Barros, de Florianópolis.

Qual é sua praia favorita?
Peterson: Matinhos, no Paraná. Cresci surfando ali, desde pequeno conheço aquela onda como a palma da minha mão. Além de ser a minha casa, Matinhos também tem o melhor point break de direita do Brasil. Não tem lugar melhor para surfar que em casa, com aquelas ondas, a comida da mãe e os amigos por perto.


Entrevistador: Tá na Onda
Entrevistado: Peterson Crisanto
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