Tá no Papo da Onda com Kelly Slater. aloha
O Cara do Surf

Kelly Slater recebeu o Prêmio tá na Onda.


O segredo de Kelly Slater é colocar o Surf antes de tudo, até mesmo da família. O único décimo campeão Mundial e passa meses treinando nas ondas do Hawaii. Inovou o surfe mundial, incorporando ao esporte manobras radicais do skate, como o aéreo. É um surfista que se adapta e se supera em qualquer tipo de mar. Nasceu na Flórida, cresceu na beira da praia, começou a competir com 8 anos. Aos 14 anos já tinha mais de dez títulos. Aos 18 anos se profissionalizou, mergulhou de cabeça no treinamento e se tornou a maior lenda do Surf mundial.



Kelly Slater.

Local: Cocoa Beach, Flórida, EUA

Profissão: Surfista

Shaper Al Merrick

Quiver 5’10”, 6’1”, 6’3”, 6’6”

Treinos Alongamento, peso e corrida na praia

Hobby: Golfe, pesca e música

Carro favorito: Honda

Escolaridade: 2° Grau completo

Estado civil: Solteiro.

Picos favoritos: Pipeline (Hawaii) e Kirra (Austrália)

Apelido: Hell (Inferno), Slats, K-Fin

Comida favorita: Sanduíches turcos, sopa de queijo e brócolis

Patrocinador: Quiksilver

Manobras Tubos e aéreos

Surfistas favoritos Curren, Carroll, Occy, Pottz, Andy Irons.





Kelly Slater: Surf e um estílo de Vida.


TÁ NA ONDA? quando foi a primeira vez que você ficou em pé numa prancha?

KELLY SLATER: Eu não sei ao certo, a minha mãe e ela me disse que o meu pai surfava muito, então ele provavelmente me colocou sobre uma prancha quando eu tinha uns dois anos de idade.

Tá na Onda : Qual foi a sua experiência mais perigosa no surf e os efeitos sobre você, se é que existiram.

Kelly Slater: Uma vez, na Flórida, com 12 anos, eu estava surfando em um dia grande e sem vento. Eram condições perfeitas para a Flórida. Remei passando por essa onda, que era bem grande, devia ter quase dois metros, a maior onda que eu já tinha visto. Atrás dela vinham a segunda e a terceira ondas da série. A segunda era bem grande e a terceira parecia ter uns 6 ou 7 metros. Realmente pensei que fosse uma onda que havia surgido do nada e que iria me pegar e me matar. Não consegui entrar na segunda onda para sair do mar. Então comecei literalmente a rezar . Levantei minhas mãos para os céus, achando que iria morrer. Mas de algum modo, aquela terceira onda, quando se aproximava, não parecia mais tão grande. Consegui passar por ela e ficou tudo bem. Meu amigo estava ali perto e também ficou assustado, mas quando me viu rezando começou a rir. Depois desse dia, percebi que as nossas ansiedades tornam as coisas piores do que elas realmente são. Acho que isso é válido para as grandes ou pequenas ondas e para outros perigos. Faz parte....

Tá na Onda: Podes descrever a melhor prancha que você já teve, como ela, quem a fez, as ondas que você pegou com ela?

Kelly Slater: Melhor prancha que já tive foi uma prancha de madeira de balsa que o Al Merrick fez para mim. Era uma 8`4" eu acho, só surfei uma onda com ela. Na verdade era muito bonita para ser usada, era mais uma obra de arte do que uma prancha, então não me senti muito à vontade usando-a, por isso peguei só uma onda com ela, sem mesmo passar parafina ou colocar qualquer coisa.

Tá na Onda: Você tem lembranças sobre suas melhores pranchas?

Kelly Slater: Há uns três anos eu tive uma prancha absolutamente mágica e a usei na França. Quando voltei para casa não havia ondas e não surfei por duas semanas. Deixei a prancha fora de casa e ela sumiu, junto com outra 6`3", também mágica, que eu tinha. Ambas desapareceram e nunca mais a vi.


Tá na Onda: você acha as qualidades universais de um grande surfista, coisas que você pode afirmar que são comuns aos melhores que você já viu?

Kelly Slater Estílo único e agradável aos olhos, a habilidade de gerar velocidade. Por exemplo, os melhores nunca procuram por velocidade em uma onda, eles intuitivamente sabem como capturá-la. Seleção de ondas também. Conhecer as condições, sentir o que o oceano está fazendo: esta deve ser a qualidade mais forte e comum aos bons surfistas.

Tá na Onda: O melhor surfista que você já viu?

Kelly slater: Sempre pensei que fosse o Tom Curren, mas provavelmente o melhor surf que eu já vi pessoalmente foi feito pelo Occy.

Tá na Onda: O que te impressiona em Occy?

Kelly slater: Talento e estilo, sua despreocupação. Não chamaria essa despreocupação de impensada ou à toa, eu acho que ela está completamente ligada a sua fluidez com a onda, sem desacelerar, sem retomadas, apenas manobras fluídas. E consistentemente. Ele pega vinte ondas boas, e as faz até o fim, arrepiando em todas.

Tá na Onda: Para você acha que foi o surfista mais importante da história?

Kelly Slater: Provavelmente o primeiro cara que pegou uma onda, quem quer que tenha sido. Bem antes do Duke, alguém que pegou uma onda e disse: "Oh, meu Deus, dá para se mover com isso". Mas acho difícil descobrir quem foi essa pessoa.

Tá na Onda: Qual é a Melhor época para os Surfistas?

Kelly Slater: aqui e agora.

Tá na Onda: Qual a sua visão filosófica a respeito do surf? É uma arte? Uma religião? É mais do que um simples ato de pegar uma onda?

Kelly slater: O surf e um estilo se aproxima de uma religião em certos aspectos. O oceano ensina a respeitar o meio ambiente, e também faz com que se entre em contato com você mesmo, quandovocê está lá no mar, sozinho com seus pensamentos.

Tá na onda: O que você diria para quem não conhece o verdadeiro espírito do Surf?

Kelly Slater: o surf com algo que ela fizesse e amasse fazer, algo que desse a essa pessoa satisfação, que a completasse e que a desse adrenalina para a sua vida. Surf é Vida.

Tá na Onda: Qual é seu prazer atualmente?




Kelly Slater: Tá na Onda.





Em suas entrevistas Kelly destaca e elogiou ainda a performance de Adriano de Souza, o Mineirinho, atual líder do WQS. "Ele tem potencial para ser um grande surfista do WCT. Acredito que ele não precisará correr o WQS, pois tem surf suficiente para ser um Top.


Confessou sua admiração pelo Brasil e comparou o País com sua terra natal no que diz respeito às ondas, realmente me adotaram como um filho e a conexão entre eu e galera é muito boa.

MUNDAKA, País Basco, sexta feira, 03 de outubro, 2008, Kelly Slater, 36, conquistou seu nono titulo mundial nesta manhã- Espanha.

Slater garantiu o título mundial desta temporada por antecipação depois de derrotar o surfista basco Eneko Acero na oitava bateria do terceiro round do Billabong Pro, nona etapa do ASP World Tour 2008.

Faz 16 anos que Kelly Slater conquistou seu primeiro título mundial. Dando início à “era Slater”. Na última década a sua supremacia no circuito mundial é inquestionável.

Dono de todos os recordes na história do surf profissional, Kelly Slater foi o surfista mais novo a conquistar um título mundial e hoje se tornou o mais velho campeão mundial de todos os tempos. O americano, e agora nove vezes campeão mundial, é sem dúvida nenhuma o mais bem sucedido surfista de todos os tempos.

A despeito da definição do título mundial por antecipação, as baterias continuam sendo disputadas em Mundaka. As condições estão muito boas no dia de hoje e os organizadores pretendem realizar o maior número possível de baterias no decorrer do dia.



O norte-americano Kelly Slater sagrou-se campeão do circuito mundial WCT pela nona vez na história da ASP.



Recordistas de vitórias em Mundiais/WCT



Kelly Slater campeão em vitórias do World Tour



Surfistas com maior número de vitórias no Circuito Mundial e no World Championship Tour até novembro de 2008.

Kelly Slater (EUA) - 39
Tom Curren (EUA) - 33
Tom Carroll (AUS) - 26
Damien Hardman (AUS) - 19
Andy Irons (HAW) - 18
Barton Lynch (AUS) - 17
Mark Richards (AUS) - 17
Martin Potter (GBR) - 16
Mark Occhilupo (AUS) - 13
Cheyne Horan (AUS) - 12
Shaun Tomson (AFS) - 12

Lista completa (ASP) - Atualizada até o início de 2008

Temporadas

Somente dois surfistas foram campeões mundiais sem vencer nenhuma etapa: Peter Townend (1976) e CJ Hobgood (2001). Tom Curren (1990) e Kelly Slater (1996) venceram sete, o recorde de vitórias por temporada. Damien Hardman também venceu 7 etapas em 1988, mas foi vice - o campeão foi Barton Lynch.



Pela sua luta no combate contra a matança das Baleias e Golfinhos o 9 (nove) vezes Campeão do Mundo Kelly Slater levou o Prêmio da Onda.


Kelly Slater está agora Surfando com uma quadriquilha, com ela conseguiu altas notas ao executar uma rasgada e completar um aéreo rodando sem colocar as mãos na borda.

Com relação ao extravio de suas pranchas disse: Fui até a Califórnia resolver o meu visto e pegar as minhas pranchas, então perdi meu vôo.

O Nove vezes campeão do mundo Teve que dormir em Miami e trocar de companhia aérea, já que não havia lugar na American.

Ainda perdeu minha conexão em São Paulo e as minhas pranchas, também.

Só consegui recuperá-las ontem à noite, e a usou e foi muito bem obrigado.


Estou testando pranchas diferentes em diversas condições. Venho surfando algumas vezes com esta quadriquilha e procuro ajustá-las conforme as condições de ondas que encontro.

Slater disse que as onda da praia da vila lembra um pouco Sunset Beach. Assim vai conquistando a galera do Surf, pela sua competência nas Ondas e um bom papo.





Brother Carlos Mafra e Kelly Slater nas Ondas.





Jornalistas dos mais diversos veículos e de todas partes do planeta lotaram o local e puderam fazer suas perguntas aos surfistas, depois das apresentações da equipe e do evento, feitas por Pierre Agnes, presidente da Quiksilver Europa.



Como já era de se esperar, Kelly Slater foi questionado por todos a respeito do décimo título e de uma possível aposentadoria, como em diversos outros anos e ocasiões.

Obviamente o top busca o décimo título e lutará com todas suas forças para isso. Quanto à aposentadoria, isto segue "um mistério".

Tributo à Andy Irons-

Em nota publicada pelo site Surfline, Slater diz que gostava muito de Andy

Andy era uma pessoa absolutamente talentosa. Tenho sorte de tê-lo conhecido e dos momentos que passamos juntos. Eu me sinto abençoado por termos resolvido nossas diferenças e ter aprendido a ser o que sou por causa do Andy.

Meus pensamentos estão com Bruce, Lyndie, seus pais e todos os seus amigos ao redor do mundo. É uma perda enorme e muito prematura para todos nós. Ele foi o adversário mais duro que eu já conheci e uma das pessoas mais sensíveis.


Esperamos manter a lembrança do Andy viva em nossas memórias e no seu filho que está por vir. Há um monte de tios aguardando sua chegada. Eu realmente sinto falta de Andy. Ele tinha um coração muito bom.
Com amor, Kelly"










Entrevistador: Carlos Mafra
Entrevistado: Kelly Slater
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